quinta-feira, 13 de maio de 2010

Futebol de Rua

FUTEBOL DE RUA
por
MAURÍCIO BARROS

Você é homem ou rato?
No futebol com os amigos, a gente vê quem tem caráter.
O escritor Albert Camus, que era goleiro, já dizia que tudo o que aprendera sobre os homens vinha dos campos de futebol. Pura verdade. Tinha um cara na minha pelada semanal que cavava faltas. Acredita? Pode um sujeito simular falta onde o que vale é a palavra de cada um, a lei do “pediu, parou”? Justamente porque não tem juiz e o árbitro é a consciência? Pois é, o dito fazia isso. Um pária.
Se quisermos ter uma vida decente, há certas coisas que não devemos fazer no nosso sagrado jogo semanal. Dizer que vai e não aparecer, por exemplo. Só pode em caso de morte – própria ou de parente coladinho (tio já é muito longe, e sogra vai de você se vale ausência ou churrasco). Porque a diversão de todos depende da presença de cada um. Jogar com um a menos, pegar um cara emprestado da outra quadra, fazer goleiro-linha avacalham qualquer partida.
Outra coisa inadmissível em pelada é não querer revezar no gol. Tem que ir e pronto. Tem muito gaiato também que, aos primeiros chuviscos durante a tarde, se vê no direito de faltar porque “como tava chovendo pensei que não ia ter jogo”.
Esse tipo deve ser defenestrado, nunca mais chamado pra nada. Intempéries não são motivo de cancelamento de jogo. Nunca.
E tem também o que se finge de morto na hora de revezar quando tem um a mais no quórum. “Quem sai agora?”, e o cara quieto, esperando alguém que já saiu se candidatar de novo. Sem falar no imbecil que fica reclamando do goleiro. Goleiro de pelada é um ser à parte, superior, abnegado, uma espécie de santo que topa ficar levando bolada enquanto os outros correm. Não se reclama dele nunca. Na nossa pelada, os goleiros não pagam o aluguel da quadra. É nossa forma de agradecer por eles existirem.
Verdade é que qualquer um desses deslizes de caráter é muito mais grave do que uma entrada mais dura, um xingamento aos berros ou cara feia depois de um gol perdido – tropeços assim são esquecidos já no vestiário ou na mesa da cerveja. Aqueles outros, não. Quando o cara dá o cano sem motivo, reclama ao ir para o gol, se omite na hora de revezar, fica botando a mão na bola, está no fundo sinalizando que não merece estar ali com a gente toda semana, compartilhando risadas, raivas, botando pra fora nossos monstros. Deve ser demitido da turma, exatamente como fazemos com o rato que cavava faltas.

5 COISAS QUE APRENDI COM O FUTEBOL
• RESPEITAR OS CÓDIGOS DE CONDUTA. VALEM MAIS QUE A LEI.
• JAMAIS TRIPUDIAR (GRITAR “CHUPA!”, POR EXEMPLO) DO ADVERSÁRIO APÓS MARCAR UM GOL. ELE GANHARÁ O DIREITO DE TE PARTIR AO MEIO.
• TODO GOLEIRO É UM SANTO. RECLAMAR COM ELE É PECADO.
• A GENTE NÃO VAI GANHAR SEMPRE.
• É MELHOR TER DOIS TIMES PARELHOS DO QUE UM MAIS FORTE E OUTRO MAIS FRACO – MESMO QUE VOCÊ ESTEJA NO MAIS FORTE.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

“Esporte da paz” conquista escolas de São Paulo

Acompanhe a matéria que foi publicada no site do iG, aliás, tão importante quanto a matéria são os comentáros, temos que aprender muito com tudo isso.
A seguir vou reproduzir alguns trechos e aqueles que quiserem ver a matéria na integra com fotos, vídeos, todos os comentários e até participar devem acessar http://delas.ig.com.br/filhos/esporte+da+paz+conquista+escolas+de+sao+paulo/n1237539334703.html#3

"Sem marcação nem bola roubada, o tchoukball ganha adeptos entre os jovens

Um esporte que não tem gol nem jogador fominha está conquistando os colégios de São Paulo. O desconhecido tchoukball multiplicou sua presença nas escolas particulares nos últimos meses e agora ganhou um espaço importante: está entre os temas previstos nas aulas de Educação Física da rede estadual este ano. A Associação Brasileira de Tchoukball (ABTB) já pensa até no primeiro campeonato paulista intercolégios para 2010.


Quem vê pela primeira vez pode achar o tchoukball parecido com o handball. Mas as diferenças entre os dois esportes começam com quadros de rebote no lugar dos gols e aumentam na hora do comportamento em quadra. Como as regras foram criadas para apoiar o exercício de coletividade e o princípio de que “o jogo é um exercício social”, não é permitido, por exemplo, roubar a bola de ninguém. O contato físico não existe, e a interceptação não pode ser feita nem quando a bola está no ar. Não há marcação e, como os pontos são feitos através de rebotes, é impossível pontuar sozinho – daí a ausência dos “fominhas”.

A inserção no ambiente escolar é especialmente importante para os entusiastas deste esporte, já que eles acreditam em uma filosofia que está acima do jogo. “Os princípios do tchoukball vieram antes das regras”, explica Archimedes de Moura Júnior, professor de educação física e presidente da ABTB. “O jogo fala de comportamento, do que é certo e o que é errado”. “É difícil mudar quem já está impregnado por outras práticas esportivas, então desde seu início o tchoukball apostou nas escolas”. Por isso, ele lidera capacitações para professores que já levaram o esporte para as oito unidades do Colégio da Polícia Militar, além de escolas tradicionais de São Paulo como Colégio Visconde de Porto Seguro e Mackenzie, entre outras."


Veja completo no site.
Assim como algumas pessoas, tive meu primeiro contato com o tchoukball há mais de 10 anos, a princípio não dei muita atenção, pois não enxerguei o seu real valor, mas nos últimos dois anos tive a oportunidade de conhecer melhor o esporte por pessoas que souberam mostrar todas as faces desse jogo e hoje além de praticante estou envolvido com a sua disseminação.


As críticas nos ajudam a crescer, mas precisam ser feitas com qualidade, argumentar com bases em fatos e procurar conhecer melhor o assunto, é assim que eu oriento meus alunos para que seus argumentos e posições críticas não sejam facilmente derrubadas, assim como aconteceu em comentários anteriores dessa matéria.

O Tchoukball acaba sendo comparado com outros esportes mais aparentes na mídia e essa já é uma grande diferença, já que o tchoukball é relativamente novo e ainda não conquistou o espaço que merece. O reconhecimento de seus valores é um processo que começou muito bem, a ONU declarou que é o esporte da Paz e a UNESCO como um esporte de alto valor pedagógico, o Estado já o adicionou como componente curricular para as escolas da rede, isso certament não é pouca coisa,portanto, minimamente deveria ser melhor conhecido por nós educadores.

Os educadores que se consideram sérios em seu papel profissional, estão em constante aprendizado e levam a seus alunos todas as possibilidades que o mundo oferece, contextualizar o aprendizado e integrar novas disciplinas favorece a aprendizagem motivadora e sobre isso encontra-se nos PCN EM: "Todo conhecimento é socialmente comprometido e não há conhecimento que possa ser aprendido e recriado se não se parte das preocupações que as pessoas detêm."

Quero parabenizar o Arquimedes, Professor de Educação Física e Presidente da ABTB, pelo trabalho que têm sido uma doação pessoal e a todos os que participaram com comentários, todos vocês estão contribuindo com o tchoukball.

Uma das pessoas que comentou, questionou se os praticantes e aficcionados pelo esporte só aceitam comentários a favor, a resposta é curta e grossa, NÃO!

Aceita-se qualquer comentário, positivo ou negativo, porém educado e respeitoso - sempre.
Particularmente rechaço qualquer comentário que exponha qualquer um ao ridículo, que desrespeite um ser humano, que se utilize de termos inadequados ou desrespeitosos, aliás, tecer um comentário dessa natureza é como gritar em uma discussão, perde-se a razão.

Vamos adiante, começamos muito bem.

Rogério

INAUGURANDO 2010

Olá pessoal,

Escrever nesse blog, não deve se tornar mais uma tarefa, algo que traga mais preocupação e ocupe o já escasso tempo, por isso, tanta distância entre uma postagem e outra.
As postagens, devem, antes de mais nada, ser um compromisso com a educação, estimular a reflexão, exercitar a escrita, provocar mudanças, pois, aprender é estar em constante transformação, por essa razão os educadores que quiserem se inscrever e acompanhar esse blog, podem, além de comentar as minhas postagens, publicar aquilo que julga importante para o crescimento pessoal e profissional dessa comunidade de educadores.
Para inaugurar 2010 nada melhor do que uma pequena polêmica, veja a reportagem comentada na próxima postagem e não fique quieto.

Abraços
Um excelente 2010 a todos.

Rogério